O Quadro SOS Mulher aborda a relação entre saúde mental e intestino
Na edição do dia 06/09, o quadro SOS mulher se debruçou sobre intestino e cérebro . A apresentadora Alê Moura ouviu a psicóloga e nutricionista Thaís Araújo, responsável pelo livro “Enfezado nunca mais”, da editora Rocco e criadora do Método Intestino Livre.
A apresentadora, Alê Moura, iniciou o quadro com perguntas sobre a jornada pessoal de Thaís. A psicóloga explicou que iniciou sua carreira estudando psicologia e ao longo da faculdade passou a se interessar em estudar para além da psiquê e incluir o corpo como objeto de interesse e investigação.
Em sequência, a psicóloga explicou o porquê que desenvolveu o método Intestino Livre. Ela explica que quando abriu sua clínica de nutrição, antes de iniciar a pesquisa e o tratamento do paciente, ela notou um certo padrão de queixas que tinham como base o intestino. E foi a partir desse estopim que ela começou a desenvolver um método que combatesse a disbiose intestinal, que é o desequilíbrio na flora do intestino, onde as bactérias benéficas diminuem e as prejudiciais se multiplicam em excesso.
Durante a entrevista, a especialista também destacou um alerta importante sobre o uso contínuo e indiscriminado de laxantes e medicamentos para o estômago. Segundo ela, normalizar o uso desses medicamentos diariamente pode gerar um processo em cadeia no organismo, que atinge desde o pH do estômago até doenças psicológicas e neuropatias, afetando diretamente a produção de neurotransmissores e hormônios.
Ela explicou que um ambiente intestinal inflamado prejudica a produção de serotonina , comprometendo o humor e a capacidade de lidar com a ansiedade. Além disso, o órgão é responsável pela produção de 90% a 95% da serotonina, neurotransmissor diretamente associado à sensação de bem-estar.
Por fim, Thaís detalhou o método intestino livre. Para reverter a disbiose, a nutricionista explicou que seu método se baseia em impactar a microbiota, que tem um tempo de meia vida de aproximadamente 48 horas.
“Durante 72 horas, baseado em muito estudo científico, eu deixo a paciente sem ingerir os alimentos que alimentam as bactérias ruins. Elas morrem de fome e, depois, tomamos um sal para eliminá-las. A partir disso, começamos a repovoar o intestino com probióticos e alimentos de boa qualidade”, afirmou a especialista.
Fazendo uma analogia com a pandemia, ela concluiu: “O que um único vírus causou em toda a humanidade? Imagine um conjunto de trilhões de microrganismos que vivem dentro de você. Eles não passam impune. A gente não está vendo eles, mas eles estão agindo o tempo todo”.
Ana Luiza / Redatora