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BrasilInflaçãoMarcos Soares

Preços dos alimentos voltam a subir após leve trégua em junho; carnes e café lideram alta

Redação Fala Geral
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Depois de nove meses consecutivos de alta, os preços de alimentos e bebidas recuaram 0,18% em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda na inflação dos alimentos deve ser apenas uma trégua. Analistas apontam pressões para novas altas nos próximos meses. 

Contents
Preços de alimentos continuarão a subir até o fim do anoAumento de custos para produtor deve pressionar inflação de alimentosEconomistas esperam manutenção de Selic a 15% até o fim do ano

Os preços da comida e da bebida tiveram uma alta de 3,69% no primeiro semestre, mioor que os 2,99% do índice geral de inflação. Treze dos 15 produtos que mais aumentaram foram alimentos. As cinco maiores altas foram manga (75,1%), tomate (56,1%), café (42,9%), pepino (40,6%) e morango (39,9%).

O governo atribui a ligeira queda nos preços a políticas públicas como a ampliação de estoques reguladores, o apoio à agricultura familiar e o estímulo à produção local de insumos, como o milho, que influencia no custo da ração animal, além de políticas de crédito rural e investimentos em infraestrutura logística.

Preços de alimentos continuarão a subir até o fim do ano

Segundo Iago Souza, analista de varejo da Genial Investimentos, no entanto, a estabilidade nos preços de alimentos parece ter sido apenas uma pausa. “Para os próximos três meses, projetamos uma reaceleração dos preços de alimentação no domicílio, retomando o descompasso em relação ao IPCA cheio.”

O preço das carnes deve continuar pressionando a inflação. O pico está previsto para o terceiro trimestre, devido, entre outros fatores, ao repasse atrasado de custos. Mesmo com uma perspectiva de desaceleração no quarto trimestre, os preços devem se manter altos neste ano.

Outro vilão é o café. Apesar de o Brasil ser o maior produtor global e autossuficiente no grão, as exportações correspondem a cerca de 60% de sua produção. Os preços internos ficam vinculados aos externos.

“A combinação de um início de ciclo seco com excesso de chuvas no momento da colheita afetou a produção brasileira. Soma-se a isso uma menor área plantada — reflexo de anos em que o preço desestimulou o produtor”, diz Souza. Outros importantes exportadores da commodity, como Etiópia e Uganda, enfrentaram problemas semelhantes, o que afeta na cotação internacional.

Itens que ajudaram a segurar os preços nos últimos três meses, como tubérculos, raízes e legumes, devem dar uma força adicional no quarto trimestre. No caso do tomate, a safra de inverno enfrenta quebra de produtividade no Sul, frio intenso e úmido nas regiões de altitude e atraso no ciclo em áreas como Minas Gerais e Rio. 

A cebola teve aumento de oferta resultante da safra de inverno no Sul, mas esse fôlego se esgota a partir de outubro. “O plantio menor no Nordeste e no Cerrado fragiliza a reposição de fim de ano, enquanto a importação da Argentina e do Chile segue limitada pelos custos logísticos e cambiais. É justamente entre novembro e dezembro que, historicamente, o preço da cebola costuma ter seu pico”, diz o analista da Genial.

Frutas como melancia, tangerina e uva também podem apresentar altas sazonais no terceiro trimestre, enquanto hortaliças folhosas, como alface e couve, sofrem com a menor luminosidade e o frio mais intenso do inverno, que retardam o crescimento das plantas e reduzem a oferta.

“A combinação de pressões em grupos relevantes e o enfraquecimento de itens que davan unalívio reacendem a hipótese levantada no início do ano: a inflação alimentar pode se aproximar de dois dígitos nos próximos meses”, conclui Souza.

Aumento de custos para produtor deve pressionar inflação de alimentos

O recuo de 0,18% nos preços de alimentos em junho não foi acompanhado por outros grupos de produtos e serviços. O IPCA geral avançou 0,24% no mês. “O resultado foi influenciado, principalmente, pelo aumento na energia elétrica em função do acionamento da bandeira vermelha 1”, diz o sócio-diretor da MAG Investimentos, Claudio Pires, que ressalta a importância de monitorar a dinâmica de preços de alimentos nos próximos meses em razão do preço da energia.

A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destaca que as variações de preços observadas no IPCA de junho afetam os custos de produção agropecuária, em especial em razão da alta no preço da energia elétrica.

“Esse aumento afeta principalmente as atividades mais intensivas no uso de eletricidade, como aquelas realizadas em propriedades que utilizam sistemas de irrigação, climatização, resfriamento, conservação, bombeamento e circulação de água, além da manutenção de sistemas de aeração”, diz a entidade.

Economistas esperam manutenção de Selic a 15% até o fim do ano

Mesmo com a trégua na inflação de alimentos em junho, economistas ainda preveem a necessidade de manutenção da taxa Selic a 15% até o fim do ano, segundo a última edição do relatório Focus, elaborado pelo Banco Central (BC) e publicado na última segunda (14).

A calibragem da taxa básica de juros é o principal instrumento de política monetária utilizado para controle de inflação, uma vez que em patamares elevados desestimula o crédito e o consumo. 

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, diz que os preços de serviços ainda continuam pressionados, exigindo a manutenção da Selic no nível atual. “Além disso, os núcleos de inflação têm se mantido, há meses, acima do nível compatível com o cumprimento da meta [até 4,5%]. Esses fatores, além da desancoragem das expectativas de inflação, justificam a postura restritiva da política monetária”, diz.

O economista avalia ainda que a tarifa adicional de 50% anunciada pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros adiciona incertezas ao cenário, podendo gerar pressão adicional sobre o câmbio.

 

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