Fala Geral
  • Destaques
  • Macaé
  • Política
  • Aconteceu no Brasil
  • Brasil
  • Policia
Fala Geral
  • Destaques
  • Macaé
  • Política
  • Aconteceu no Brasil
  • Brasil
  • Policia
Fala Geral > Blog > Eleições 2026 > A disputa entre Rodrigo Bacellar (União Brasil) e Washington Reis (MDB) é o mais recente e emblemático capítulo da antecipada corrida eleitoral pelo governo do Rio de Janeiro em 2026.
Eleições 2026Marcos SoaresPolítica

A disputa entre Rodrigo Bacellar (União Brasil) e Washington Reis (MDB) é o mais recente e emblemático capítulo da antecipada corrida eleitoral pelo governo do Rio de Janeiro em 2026.

Redação Fala Geral
Redação Fala Geral
331.6k Views
Compartilhar
6 min de Leitura
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de posse do Ministro de Estado da Cidadania, Joao Roma, e do Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onix Lorenzoni e sanção da Lei da Autonomia do Banco Central
Cópia de Cópia de Cópia de Design sem nome (2)
Rodrigo_Bacellar_foto_de_perfil
WhatsApp Image 2023-01-02 at 14.56.44_0
Eduardo_Paes,_prefeito_em_terceiro_mandato_(cropped)
bolsonaro-foto-fabio-rodrigues-pozzebom-agencia-brasil
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de posse do Ministro de Estado da Cidadania, Joao Roma, e do Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onix Lorenzoni e sanção da Lei da Autonomia do Banco Central
image_processing20230109-11986-1heg8zc
Compartilhar

Em 3 de julho de 2025, enquanto o governador Cláudio Castro (PL) estava em Portugal, Rodrigo Bacellar (União Brasil) então governador interino, exonerou Washington Reis (MDB) da Secretaria de Transportes via Diário Oficial — seu primeiro ato no posto.

Bacellar justificou dizendo que Reis era “insubordinado” e que mal se comunicava com o gabinete.

Reis acusou Bacellar de agir “para aparecer” e de expor uma disputa não apenas administrativa, mas política.

Ele também apontou que o ato tinha pouca validade, já que foi assinado por um interino, garantindo que Castro concordava com sua permanência.

Reis vinha se aproximando publicamente de Eduardo Paes (PSD), cenário interpretado como movimento de construção de chapa para 2026 e afronta direta a Bacellar

A Alerj, sob influência de Bacellar, aprovou convocar Reis para depor em CPI da Transparência — episódio que culminou em discussões acaloradas com seu irmão, o deputado Rosenverg Reis.

Entraves na base governista

A decisão de Bacellar foi classificada pelo governador Castro como “intempestiva e desrespeitosa”, embora reconhecesse que a exoneração já estava nos planos.

Após a repercussão, Castro optou por manter a exoneração e nomeou Priscila Haidar Sakalem para o lugar

O senador Flávio Bolsonaro — que vê voz ativa na articulação bolsonarista no RJ — interveio pedindo paz entre as lideranças, pediu que Castro revertesse a demissão e alertou: “todo mundo só vê o Rio… Precisamos aumentar a vantagem da direita”

Bacellar quer firmar liderança e demonstrar autonomia do Legislativo, além de pavimentar seu caminho como candidato oficial da base governista.

Reis, por sua vez, fortalece seu perfil como figura populista, próxima da Baixada Fluminense e de Eduardo Paes — ganhando visibilidade ao se posicionar como “vítima” do embate político.

Ainda existe a questão de sua inelegibilidade por condenação em crime ambiental, mas há movimentações no STF, com despacho de Gilmar Mendes apontando possibilidade de Acordo de Não Persecução Penal.

Articulações partidárias e acordos

Bolsonaro e a linha dura do PL apoiam firmemente Bacellar, mas cobram influência na escolha do vice – e veem Reis como obstáculo devido à sua proximidade com Eduardo Paes (PSD), o que reforça o racha na direita fluminense.

Contents
Em 3 de julho de 2025, enquanto o governador Cláudio Castro (PL) estava em Portugal, Rodrigo Bacellar (União Brasil) então governador interino, exonerou Washington Reis (MDB) da Secretaria de Transportes via Diário Oficial — seu primeiro ato no posto.Bacellar justificou dizendo que Reis era “insubordinado” e que mal se comunicava com o gabinete.Reis acusou Bacellar de agir “para aparecer” e de expor uma disputa não apenas administrativa, mas política.Ele também apontou que o ato tinha pouca validade, já que foi assinado por um interino, garantindo que Castro concordava com sua permanência.Reis vinha se aproximando publicamente de Eduardo Paes (PSD), cenário interpretado como movimento de construção de chapa para 2026 e afronta direta a BacellarA Alerj, sob influência de Bacellar, aprovou convocar Reis para depor em CPI da Transparência — episódio que culminou em discussões acaloradas com seu irmão, o deputado Rosenverg Reis.Entraves na base governistaA decisão de Bacellar foi classificada pelo governador Castro como “intempestiva e desrespeitosa”, embora reconhecesse que a exoneração já estava nos planos.Após a repercussão, Castro optou por manter a exoneração e nomeou Priscila Haidar Sakalem para o lugarO senador Flávio Bolsonaro — que vê voz ativa na articulação bolsonarista no RJ — interveio pedindo paz entre as lideranças, pediu que Castro revertesse a demissão e alertou: “todo mundo só vê o Rio… Precisamos aumentar a vantagem da direita”Bacellar quer firmar liderança e demonstrar autonomia do Legislativo, além de pavimentar seu caminho como candidato oficial da base governista.Reis, por sua vez, fortalece seu perfil como figura populista, próxima da Baixada Fluminense e de Eduardo Paes — ganhando visibilidade ao se posicionar como “vítima” do embate político.Ainda existe a questão de sua inelegibilidade por condenação em crime ambiental, mas há movimentações no STF, com despacho de Gilmar Mendes apontando possibilidade de Acordo de Não Persecução Penal.Articulações partidárias e acordosResistências internas e préviasDiversos expoentes do PL, como Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e Silas Malafaia, manifestaram apoio a Reis, criticando Bacellar — o que evidencia fratura significativa dentro do partido.A ala bolsonarista, apesar do apoio formal a Bacellar, mantém atenção à situação judicial de Reis – com Bolsonaro sinalizando que pode sustentá-lo se ele recuperar sua elegibilidade — o que cria incerteza nas prévias internas.A indefinição do vice na chapa e a busca por cadeiras estratégicas do PL no governo aumentam a tensão nas negociações sobre quem deve liderar o projeto bolsonarista no estado.Repercussão junto ao eleitoradoSegmento conservador e evangélico: muitos ainda preferem Reis, identificado com o pastor Malafaia e as pautas da Baixada; Bacellar, por sua vez, tenta consolidar apoio em outras regiões com o patrocinado de Bolsonaro.Percepção na Baixada Fluminense: o vídeo de Eduardo Paes com Reis (1º de julho) fortaleceu a imagem local de Reis como voz da região, mas também alimentou narrativas de ataque de Bacellar via CPI.Pesquisas e cenário geral: Paes lidera amplamente com cerca de 57%, sugerindo que a direita está focada em impedir a vitória do candidato do PT/PSD. Nesse contexto, Bacellar quer consolidar a aliança bolsonarista, mas enfrenta riscos por conta do desgaste provocado pelas disputas internas.Cenários e tendênciasO apoio unificado à candidatura de Bacellar ainda não está garantido, pois depende de limar o apoio de dissidentes do PL e garantir espaço para o MDB e aliados do centrão.O possível retorno de Reis, caso supere sua inelegibilidade, pode reconfigurar o tabuleiro — especialmente se ganhar o respaldo de setores do PL e evangélicos.Para vencer Paes, Bacellar precisa construir uma chapa sólida e incluir nomes que unam o PL, MDB e centrão, além de personalizar o discurso para concorrer no interior e capital.A briga Bacellar x Reis não é apenas retórica — trata-se de uma batalha por liderança, disputa de espaços na chapa e testes de fidelidade dentro da direita. O ritmo e o resultado dessa disputa vão moldar não só quem será o candidato bolsonarista, mas também a capacidade de unificação da oposição a Paes/PSD.

Cláudio Castro (PL) tem atuado nos bastidores para reconduzir o centrão e apaziguar o PL e MDB — isso já era evidente quando Bacellar ficou interino para exonerar Reis e ao negociar cargos da Alerj envolvendo PL e União Brasil.

MDB mantém pressão por uma candidatura própria, com Reis articulando apoio na Baixada e buscando reverter sua inelegibilidade no STF — enquanto o MDB diverge internamente sobre manter ou abandonar essa candidatura.

Resistências internas e prévias

Diversos expoentes do PL, como Carlos Jordy, Sóstenes Cavalcante e Silas Malafaia, manifestaram apoio a Reis, criticando Bacellar — o que evidencia fratura significativa dentro do partido.

A ala bolsonarista, apesar do apoio formal a Bacellar, mantém atenção à situação judicial de Reis – com Bolsonaro sinalizando que pode sustentá-lo se ele recuperar sua elegibilidade — o que cria incerteza nas prévias internas.

A indefinição do vice na chapa e a busca por cadeiras estratégicas do PL no governo aumentam a tensão nas negociações sobre quem deve liderar o projeto bolsonarista no estado.

Repercussão junto ao eleitorado

Segmento conservador e evangélico: muitos ainda preferem Reis, identificado com o pastor Malafaia e as pautas da Baixada; Bacellar, por sua vez, tenta consolidar apoio em outras regiões com o patrocinado de Bolsonaro.

Percepção na Baixada Fluminense: o vídeo de Eduardo Paes com Reis (1º de julho) fortaleceu a imagem local de Reis como voz da região, mas também alimentou narrativas de ataque de Bacellar via CPI.

Pesquisas e cenário geral: Paes lidera amplamente com cerca de 57%, sugerindo que a direita está focada em impedir a vitória do candidato do PT/PSD. Nesse contexto, Bacellar quer consolidar a aliança bolsonarista, mas enfrenta riscos por conta do desgaste provocado pelas disputas internas.

Cenários e tendências

O apoio unificado à candidatura de Bacellar ainda não está garantido, pois depende de limar o apoio de dissidentes do PL e garantir espaço para o MDB e aliados do centrão.

O possível retorno de Reis, caso supere sua inelegibilidade, pode reconfigurar o tabuleiro — especialmente se ganhar o respaldo de setores do PL e evangélicos.

Para vencer Paes, Bacellar precisa construir uma chapa sólida e incluir nomes que unam o PL, MDB e centrão, além de personalizar o discurso para concorrer no interior e capital.

A briga Bacellar x Reis não é apenas retórica — trata-se de uma batalha por liderança, disputa de espaços na chapa e testes de fidelidade dentro da direita. O ritmo e o resultado dessa disputa vão moldar não só quem será o candidato bolsonarista, mas também a capacidade de unificação da oposição a Paes/PSD.

 

Por Marcos Soares – Jornalista – Escritor – Especialista em política

Você pode se Interessar

Ato com Bolsonaro para aprovar anistia a presos do 8/1 atrai milhares para a Avenida Paulista

Pesquisa Vox Brasil aponta Lula na liderança da corrida presidencial de 2026

Davi Alcolumbre escancara o desdém pela democracia ao enterrar pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes

Em meio a tensões com EUA, Maduro adota tom conciliador e diz que “respeita Trump”

Trump se reúne com Lula, diz que pode avançar rápido sobre rever tarifaço e fala em acordos

Artigo Anterior Adolescente de 14 anos mata pais e irmão no interior do Rio de Janeiro
Próximo Artigo O jornalista Marcos Soares, recebe hoje no PodFalar o Deputado Estadual Renan Jordy
- Advertisement -
Ad imageAd image

You Might Also Like

EleiçõesEleições 2026Marcos SoaresPolíticaRio de Janeiro

Quando uma simples canetada pode mudar o rumo da política estadual

Redação Fala Geral
Redação Fala Geral
4 min de Leitura
Aconteceu no BrasilDenúnciaDestaquesMarcos SoaresPoliciaViolência Doméstica

Dez Boletins, Um Crime: Quando o Estado Falha Antes do Último Tiro

Fala Geral
Fala Geral
4 min de Leitura
Ações do STFBrasilMarcos SoaresNotíciasOpiniãoPoliciaPolíticaRio de Janeiro

Relatório de Castro rebate Moraes e sustenta legitimidade da megaoperação no Rio

Redação Fala Geral
Redação Fala Geral
4 min de Leitura
BrasilDenúnciaMacaéNotíciasPolíticaRio de Janeiro

Esquema em Macaé: licitações na mira do Ministério Público

Redação Fala Geral
Redação Fala Geral
2 min de Leitura
Mostrar Mais
Contatos
  • Central de Redação:
    (22) 3190 - 0801
  • Email:
    redacao@redegazetabrasil.com.br
  • Endereço:
    Rua Dr. Luiz Bellegard, nº 407, 11° andar. Imbetiba, Macaé - RJ Cep: 27.913-260
Sobre Nós
  • Diretor Geral: Marcos Soares
  • Coordenadoria Redação: Priscilla Alves
  • Projeto Gráfico: Israel Soares

© 2025 Todos os Direitos Reservados

Gazeta Brasil Comunicação LTDA

adbanner
Bem Vindo de Volta!

Faça Login

Usuario ou Email
Senha

Perdeu sua Senha?