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PP e União Brasil: aliança pela sobrevivência ou projeto de poder?

Redação Fala Geral
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A aliança que está sendo costurada entre Progressistas (PP) e União Brasil para as eleições de 2026 não é um projeto de renovação política — é um plano de sobrevivência dos caciques que dominam Brasília há décadas. Sob o discurso de “fortalecimento do centro”, o que se vê é a mesma lógica que alimenta a política fisiológica: manter privilégios, controlar verbas e garantir espaço no poder a qualquer custo.

Ambos os partidos carregam um histórico incômodo. O PP foi um dos campeões de envolvidos na Operação Lava Jato, com nomes como Ciro Nogueira — hoje um dos articuladores do bloco — figurando entre os investigados. Já o União Brasil, fruto da fusão entre DEM e PSL, nasceu de acordos para concentrar recursos do fundo partidário e eleitoral.

Não por acaso, foram peças-chave no jogo do Orçamento Secreto, uma das maiores marcas do fisiologismo moderno. Agora, com os holofotes voltados para 2026, a meta é simples: seguir controlando bilhões em emendas e ministérios.

O enredo é velho: partidos sem identidade programática se associam como alternativa à polarização, mas agem como cartéis políticos, negociando cargos e favores enquanto ignoram pautas estruturais como reforma tributária, pacto federativo e redução de gastos públicos.

Por trás da narrativa de estabilidade, o que se desenha é um bloco com poder suficiente para ditar a pauta do Congresso, barganhando apoio a qualquer governo que aceite ceder espaço e orçamento. Em outras palavras: não há projeto de país — há projeto de poder.

Quando dois partidos que juntos podem somar mais de 100 deputados federais decidem atuar como um único bloco, a pluralidade política sofre um golpe. A promessa de “moderar os extremos” se transforma em chantagem institucional: ou o Executivo negocia com eles, ou a governabilidade vai para o ralo.

O resultado? Mais do mesmo: verbas bilionárias sem transparência, aparelhamento do Estado e blindagem para lideranças que não querem largar o osso. Enquanto isso, o eleitor — usado como massa de manobra — continuará pagando a conta.

Por Marcos Soares
Jornalista – Analista Político                                                                                                                                   instagram.com/@marcossoaresrj    |  instagram.com/@falageraltv


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