Nova fase da operação cumpre mandados de prisão, busca e apreensão e determina bloqueio de aproximadamente R$ 22 milhões em bens de investigados.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, a quinta etapa da Operação Unha e Carne, com foco na investigação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado à cúpula do jogo do bicho no Estado do Rio de Janeiro. A ação também apura indícios de repasses financeiros irregulares que teriam alcançado agentes públicos e políticos fluminenses.
Durante a operação, os agentes cumprem três mandados de prisão e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. As ordens judiciais foram expedidas no âmbito das investigações conduzidas pela corporação.
Entre os alvos dos mandados de prisão estão o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, o pastor Márcio Poncio e Adilson Oliveira Filho, conhecido como Adilsinho, apontado pelas autoridades como integrante da contravenção no estado. Rodrigo Bacellar, que já se encontra custodiado no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da capital, deverá ser transferido para um presídio federal, onde Adilsinho também está detido.
Já o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, é alvo de mandado de busca e apreensão. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o material recolhido durante as diligências.
Além das medidas cautelares, o Supremo Tribunal Federal determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados, limitado ao montante aproximado de R$ 22 milhões, como forma de garantir eventual reparação de danos e impedir a movimentação de recursos considerados suspeitos.
Segundo a Polícia Federal, esta nova fase da operação foi desencadeada após a descoberta de documentos atribuídos a Adilsinho, que conteriam registros de pagamentos supostamente indevidos, doações eleitorais e possíveis transferências diretas de recursos para agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro.
As investigações prosseguem para esclarecer a extensão da organização criminosa, identificar outros possíveis envolvidos e apurar eventual influência do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo fluminenses.
Os investigados terão assegurado o direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou novas informações sobre eventuais manifestações das defesas dos citados.
