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Falsa advogada atendia presos do CV e PCC e intermediava comunicação entre facções

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Uma mulher de 55 anos foi alvo da Operação Falsária, deflagrada pela Polícia Civil do Espírito Santo, suspeita de se passar por advogada para atender integrantes de facções criminosas de alta periculosidade dentro do sistema prisional. As investigações apontam que ela atuava principalmente junto a detentos ligados ao Comando Vermelho (CV), Primeiro Comando da Capital (PCC), além de membros do PCV e da AFC.

A ação policial ocorreu em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, onde os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na residência da investigada. No local, foram encontradas duas carteiras falsas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de diversos bilhetes manuscritos provenientes de unidades prisionais, material que reforça a suspeita de atuação irregular no interior dos presídios.

Segundo a Polícia Civil, a mulher teria forjado um certificado de aprovação no Exame da OAB com data de 1992, embora só tenha concluído o curso de Direito em 2015, ou seja, 23 anos depois da suposta aprovação. O documento falso, de acordo com a investigação, foi produzido a partir de um modelo retirado da internet, com o objetivo de conferir aparência de legalidade à atuação criminosa.

O delegado Thiago Viana, responsável pelo caso, afirmou que a falsa advogada realizou ao menos 218 atendimentos a internos, muitos deles em penitenciárias de segurança máxima. Entre os custodiados atendidos estavam lideranças de facções criminosas, o que elevou o grau de risco da conduta e acendeu o alerta das autoridades.

“As investigações indicam que ela não apenas se apresentava como advogada, mas também atuava como intermediária de comunicações entre presos e o meio externo, o que pode ter facilitado a transmissão de ordens criminosas”, destacou o delegado.

Em depoimento à polícia, a mulher confessou os crimes, mas alegou que teria sido coagida por integrantes de facções, afirmando inclusive que foi obrigada, sob ameaça de morte, a se casar com um dos presos. A versão será analisada no decorrer do inquérito.

A investigada poderá responder por crimes como falsidade ideológica, uso de documento falso, exercício ilegal da profissão e associação criminosa, entre outros que ainda estão sendo apurados. As investigações continuam para identificar possíveis cúmplices e verificar se a atuação da falsa advogada resultou em prejuízos diretos à segurança pública e ao sistema prisional.

    

  

    

 

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