
A Polícia Federal pediu a prorrogação de dois inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência envolvendo os empresários Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e Roberta Luchsinger. As apurações buscam esclarecer se houve atuação dos dois na intermediação de negócios com órgãos públicos. Ambos negam irregularidades.
Os pedidos foram encaminhados ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelos dois procedimentos. Segundo a CNN Brasil, os investigadores argumentam que o prazo inicial de 60 dias foi insuficiente para concluir as diligências necessárias ao esclarecimento dos fatos. Uma terceira investigação envolvendo os empresários está sob relatoria do ministro Flávio Dino.
Entre as medidas que a PF pretende aprofundar estão a análise dos vínculos societários de Lulinha, de movimentações financeiras e de registros de encontros em repartições públicas. Os investigadores também buscam informações sobre viagens nacionais e internacionais dos envolvidos, incluindo a identificação dos responsáveis pelo pagamento de passagens.
A defesa de Lulinha criticou a solicitação e classificou a continuidade das apurações como “pesca probatória”. Os advogados sustentam que faltam elementos que justifiquem o prolongamento dos inquéritos e questionam a fundamentação das diligências solicitadas pela corporação.
O pedido de extensão do prazo busca permitir a conclusão das medidas investigativas pendentes. As suspeitas permanecem sob apuração e não representam comprovação de responsabilidade criminal dos investigados.



