Susy Aponte Polo, conhecida como “La China Polo”, foi morta a tiros durante uma atividade eleitoral em Caraz; polícia investiga autoria e motivação do crime
A jornalista Susy Isabel Aponte Polo, conhecida como “La China Polo”, candidata ao Governo Regional de Áncash pelo movimento Socios por Áncash, foi assassinada a tiros no sábado, 19 de setembro, enquanto participava de uma atividade de campanha eleitoral na cidade de Caraz, província de Huaylas, no Peru.
O ataque ocorreu nas proximidades do mercado de Caraz, na Avenida Ramón Castilla, enquanto a candidata percorria a região acompanhada de apoiadores e integrantes de sua campanha. Segundo informações divulgadas pela imprensa peruana e registros policiais citados nas reportagens, um homem armado se aproximou do grupo e efetuou diversos disparos.
A ação provocou correria e pânico entre comerciantes, moradores e pessoas que participavam da movimentação eleitoral. Aponte foi atingida pelos disparos e não resistiu aos ferimentos. Outras pessoas que estavam próximas também ficaram feridas e receberam atendimento médico. Os relatos publicados inicialmente divergem sobre o número exato de vítimas atingidas além da candidata.
Após o crime, equipes da Polícia Nacional do Peru iniciaram uma operação para localizar possíveis envolvidos. Um cidadão estrangeiro foi detido durante as primeiras diligências, e uma arma de fogo foi apreendida. As autoridades trabalham para determinar a participação de cada suspeito e esclarecer quem executou, planejou ou eventualmente financiou o assassinato.
As investigações também passaram a analisar imagens de câmeras de segurança e outros elementos recolhidos na região onde ocorreu o atentado. O Ministério Público peruano abriu investigação preliminar para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar todos os responsáveis.
Candidata havia relatado ameaças
Um dos pontos que deverá ser considerado durante a investigação é o fato de Susy Aponte ter feito, dias antes de sua morte, declarações públicas afirmando que estaria recebendo ameaças. Em 10 de setembro, a jornalista divulgou nas redes sociais que havia sido alertada sobre um possível atentado e disse ter comunicado o caso às autoridades. As acusações feitas por ela antes do crime ainda precisam ser confrontadas com as evidências reunidas pelos investigadores e não estabelecem, por si só, a autoria do assassinato.
Aponte também havia se destacado regionalmente pelo trabalho jornalístico e por denúncias envolvendo supostas irregularidades atribuídas a diferentes autoridades e instituições. Paralelamente à atuação na imprensa, disputava as eleições regionais marcadas para outubro de 2026.
Crime provoca repercussão política
O assassinato provocou manifestações de políticos, jornalistas e integrantes do movimento Socios por Áncash. Valentín Fernández, aliado político da candidata, lamentou a morte e pediu uma investigação independente e rigorosa para identificar os responsáveis pelo atentado.
O Jurado Nacional de Eleições do Peru (JNE) também condenou o assassinato e cobrou das autoridades a identificação e punição dos responsáveis, além de defender garantias de segurança para a realização do processo eleitoral.
Com as diligências ainda em andamento, as autoridades peruanas buscam esclarecer a autoria, o planejamento e a motivação do crime, além de verificar se o assassinato teve relação com a atividade política, com o trabalho jornalístico de Susy Aponte ou com outros fatores.
O caso permanece sob investigação.