O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão mantém vínculo societário com o advogado Willer Tomaz no escritório Aragão & Tomaz Advogados Associados. Entretanto, segundo reportagem publicada pelo ICL Notícias nesta quinta-feira (22), Aragão informou que comunicou sua saída da sociedade em 5 de outubro e que a formalização do desligamento está prevista para o dia 26. 

A parceria profissional entre os advogados foi anunciada em outubro de 2017. Uma publicação da OAB de Votuporanga, datada do dia 17 daquele mês, registrou que Aragão havia aberto uma banca em Brasília e firmado uma associação com Tomaz para atuar nos tribunais superiores. 

Aragão chefiou o Ministério da Justiça entre março e maio de 2016, durante o governo Dilma Rousseff (PT). Sua saída ocorreu quando o Senado autorizou a abertura do processo de impeachment e afastou provisoriamente a então presidente. O julgamento que resultou na perda definitiva do mandato aconteceu posteriormente, em agosto. O ex-ministro também atuou na área jurídica das campanhas de Lula em 2018 e 2022. 

De acordo com o ICL Notícias, o escritório conjunto foi formalizado em setembro de 2018 e ainda apresenta os dois advogados como sócios nos cadastros empresariais consultados pela reportagem. Aragão explicou ao veículo que sua saída exige a reorganização das causas nas quais permanece constituído como representante.

Willer Tomaz é investigado pela Polícia Federal e nega irregularidades. A existência da sociedade com Aragão, por si só, não esclarece nem afasta questionamentos sobre eventuais relações financeiras ou profissionais com terceiros, incluindo Flávio Bolsonaro (PL). O senador e o advogado negam manter vínculos financeiros e afirmam que sua relação é de amizade.